Dolores O'Riordan morreu afogada em banheira, diz laudo

06/09/2018

Dolores O'Riordan morreu afogada em uma banheira após intoxicação alcoólica, segundo o laudo divulgado nesta quinta-feira (6), dia em que ela completaria 47 anos. A vocalista o grupo The Cranberries morreu em 15 de janeiro aos 46 anos e a causa da morte era considerada acidental.

Dolores foi encontrada submersa na banheira do quarto de hotel onde estava hospedada em Londres. Segundo o laudo, havia no sangue de Dolores 330 mg de álcool para cada 100 ml de sangue, uma quantidade quatro vezes maior de álcool do que é permitido legalmente para dirigir (80 mg de álcool).

A cantora foi encontrada inconsciente em seu quarto no hotel em 15 de janeiro e os serviços médicos verificaram sua morte no local. Dolores estava em Londres para participar em "uma breve sessão de gravação" no dia seguinte, quando faria o vocal de uma versão da conhecida música "Zombie", interpretada pela banda de rock americana Bad Wolves.

A morte de Dolores causou grande comoção na Irlanda, onde a cantora é lembrada como "voz de toda uma geração" e um ícone mundial da música nos anos 90.

Fonte: G1

Demi Lovato é internada após overdose de heroína, diz TMZ

24/07/2018

Demi Lovato foi internada após sofrer uma overdose, segundo o site TMZ. A cantora de 25 anos anos foi levada a um hospital em Los Angeles após sofrer "o que parece ser uma overdose de heroína", escreveu a página de celebridades.

Fontes do TMZ informaram que Demi saiu de sua casa em Hollywood Hills rumo ao hospital na noite de terça-feira (24).

Demi Lovato havia afirmado que estava há mais de seis anos longe das drogas e do álcool.

Com carreira voltada para o pop dançante e início na Disney, Demi já veio ao Brasil em 2009, 2010, 2012, 2014, 2015 e no ano passado. Ela tem shows marcados para São Paulo, Rio, Recife e Fortaleza em novembro.

Música sobre ficar sóbria

No final do mês passado, Demi lançou uma música sobre a tentativa de permanecer sóbria. Ela se emocionou ao cantar “Sober” ("Sóbria", em tradução livre) durante o Rock in Rio Lisboa.

Na música, Demi versa sobre a batalha para tentar permanecer sóbria, desde 2012. A letra fala sobre os problemas para lidar com seus vícios.

Além dos vícios, ela já falou que passou por dificuldades em sua vida como automutilação, anorexia, bulimia, transtorno bipolar e bullying.

Luta contra drogas

No ano passado, Demi relembrou sua luta contra dependência de drogas durante um evento da Brent Shapiro Foundation for Drug Prevention.

"É incrível ser homenageada por minha sobriedade porque isso é algo que eu decidi fazer por mim mesma, e isso é uma coisa que eu precisava fazer por mim e estar sendo reconhecida por isso é incrível", afirmou.

Lovato aproveitou o evento para continuar que estava trabalhando para se manter saudável. Para isso, ela fazia exercícios regularmente e frequentava um terapeuta duas vezes por semana.

“Às vezes eu olho para trás e simplesmente agradeço por estar viva. Sou muito agradecida por essa equipe que entrou na minha vida”, afirmou.

"Eu sou capaz de olhar para o que eu tenho feito, sentar e pensar: ‘Uau, sou tão feliz por ter estado sóbria e ser capaz de ajudar pessoas'".

Netinho é processado por médico após acusá-lo em post na web

22/03/2018

O cantor baiano Netinho, que enfrentou problemas de saúde com idas e vindas a hospitais nos últimos cinco anos, é réu de uma ação judicial que corre no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) movida pelo médico Mohamad Barakat, de São Paulo.

O processo corre desde 2016, quando o cantor baiano divulgou nas redes sociais que foi acompanhado pelo médico por dois anos e que foi dele a recomendação para a utilização de anabolizantes.

Netinho afirmou recentemente, em uma publicação no Instagram, que teve a garantia do médico de que "nada daquilo iria me fazer mal e que iria corrigir minha deficiência em testosterona, pois tinha varicocele [dilatação de veias nos testículos que pode causar infertilidade]". Após sofrer três acidentes vasculares cerebrais, perdido a voz algumas vezes e encarado a depressão, atribuiu o começo dos problemas ao uso dos anabolizantes.

A última movimentação no processo ocorreu no início deste mês, no dia 2 de março, quando o juiz substituto Manuel Eduardo Pedroso Barros, da 9ª vara Cível de Brasília, julgou que o cantor não precisará indenizar o médico por danos morais em função das denúncias nas redes sociais.

A decisão revogou uma liminar acatada pela juíza Grace Correa Pereira, também da 9ª Vara Cível de Brasília, em agosto de 2016, que proibiu o cantor de voltar a citar sem provas o nome do médico até que o processo fosse transitado em julgado. O não cumprimento resultaria em multa diária entre R$ 1 mil e R$ 50 mil.

Na nova decisão, o juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros considerou que "proibir os réus de emitir qualquer juízo de expressão que macule a honra, imagem e reputação do autor nada mais é do que uma censura prévia, pois a avaliação do que é depreciativo ou não, passa, antes de tudo, por um juízo subjetivo de cada indivíduo".

O juiz reiterou que "exigir que o réu comprove que seus problemas de saúde decorreram do tratamento a que foi submetido junto ao autor como condição para exercer sua liberdade de expressão, na prática, equivale a censura prévia".

Após as justificativas, o magistrado concluiu que "não havendo ato ilícito por parte do réu Netinho, que se limitou a divulgar o ocorrido, não se encontram presentes os pressupostos necessários à caracterização do dever de indenizar".

Netinho fala sobre o caso

Ao G1, o cantor Netinho disse que obteve do advogado o texto com a decisão na terça-feira (20). O artista disse que recebeu a informação com serenidade.

"Não surpreendeu. Fiquei feliz. Não menti em nada, nem estou mentindo quando cito essa história, que aconteceu na minha vida de 2010 a 2012. Entendo que é uma história assustadora, inacreditável até, porque a gente nunca imagina que um médico possa fazer isso, nem enganar dizendo que é uma coisa e é outra".
Netinho explicou que procurou o médico após uma indicação de uma amiga, que disse ele era melhor endocrinologista do país e que trabalhava com diversos artistas, sendo conhecido como "médico das estrelas".

"Nunca usei anabolizante para ficar forte, tomar bomba. Sabia o que era anabolizante porque já malhava há 15 anos e quem convive em academia sabe de tudo, nomes, práticas. Mas fui a ele porque tinha varicocele. Fui operado aqui em Salvador e não deu certo. Meus médicos me disseram que, por causa da minha vida desgastante de shows, se eu não fizesse um tratamento hormonal, eu ficaria muito doente no futuro. Fui a ele e acreditei em tudo. Tudo que eu perguntei ele me garantiu que não faria mal".

Netinho disse que descobriu que o especialista não tinha residência médica em endocrinologia, mas em oftalmologia. "[Falar que] ele foi o médico que vendeu o tratamento que eu comprei e paguei por tudo, muito caro até, vai salvar muita gente, muitas vidas, como eu tenho dito desde que comecei a entender a verdade sobre tudo".

Sobre as afirmações, Netinho disse que guarda provas. "Para tudo que falei eu tenho provas documentais e vivas também, pessoas que estiveram comigo. Eu nunca fui a Barakat sem alguém ao meu lado. Tenho prova de tudo, além das provas físicas. Venci agora esse processo de Barakat, que ele colocou sobre mim sem eu nunca ter processado ele até então, apenas com relato meu, que o meu advogado passou para o juiz. Não precisei apresentar ainda nenhuma prova. Vou fazer isso agora, porque a minha defesa está tomando as providências".

Defesa recorreu

A reportagem entrou em contato com o advogado Bruno Alvarenga, que atua na defesa do médico Mohamad Barakat, que afirmou que entrou com o embargo de declaração contra a decisão do juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros.

Alvarenga afirma que o caso já passou por três trocas de juízes, por questões que envolvem o próprio sistema judiciário, e que última decisão revela problemas na leitura do processo.

"Na liminar [acatada pela primeira juíza], nós pedimos que ele falasse e comprovasse o que estava sendo dito. Se ele falasse em vão e sem provas, que sofreria penalidades. Eu não estou pedindo que se tire a liberdade de expressão. Nós defendemos a liberdade de expressão, só que ele precisa comprovar".
O advogado reiterou que a liminar acatada, inicialmente, deixava claro que "se ele falar, tem que comprovar, já que calúnia é crime".

Alvarenga destacou que muitos detalhes clínicos, que explicam o estado de saúde do cantor, envolvem ética médica e sigilo judicial. Entretanto, ressaltou que tudo está posto para a Justiça. "A gente sabe o que aconteceu e comprovamos tudo na Justiça".

O advogado disse também que é de se estranhar o fato do cantor, diante das denúncias, não ter processado o médico. Sobre a afirmação de Netinho, de que o Mohamad não tem residência médica em endocrinologia, Alvarenga confirmou que o médico tem especialização inicial em oftalmologia, mas detalhou que ele "tem diversas pós-graduações em endocrinologia e nutrições diversas" que garantem o exercício da profissão.

Sobre o processo, o TJ -DF Alvarenga disse que o processo está em fase de recurso e que, após as apresentações dos embargos, irá voltar para o juiz que julgou o caso. Não há um prazo para nova decisão.

Fonte: G1

Por: Cláudio Fortes

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